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Maceió vai decretar calamidade no Pinheiro, Bebedouro e Mutange

Decreto de calamidade deve ser oficializado no início da próxima semana. A prefeitura já havia decretado estado de emergência nos três bairros

Março 23, 2019 às 16:20 - Por: Redação OP9

Crateras se espalham nas ruas de Pinheiro. Foto: Marco Antonio/ Secom Maceió

Crateras se espalham nas ruas de Pinheiro. Foto: Marco Antonio/ Secom Maceió

O Prefeito de Maceió, Rui Palmeira, comunicou ao Ministério Público de Alagoas (MPE/AL) que vai decretar estado de calamidade pública nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. O bairro do Pinheiro sofre com rachaduras há mais de um ano. O agravo do problema, de acordo com autoridades, pode fazer com que os outros dois bairros também sejam atingidos. A decisão sobre o decreto de calamidade foi anunciada pelo prefeito em reunião com o órgão ministerial neste sábado (23).

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A reunião contou com a presença do procurador-geral Alfredo Gaspar de Mendonça Neto que, de acordo com o MPE, concordou que é preciso adotar medidas urgentes para preservar vidas dos moradores que vivem nos bairros. O decreto de calamidade deve ocorrer no início da próxima semana.

A prefeitura já havia decretado estado de emergência nos três bairros. O decreto de emergência ocorre quando há uma situação fora do normal, provocada por desastres que causam danos superáveis para a população afetada. Os casos de calamidade são considerados mais graves, porque envolvem situações que causam sérios danos aos moradores, levando riscos à sua segurança.

O avanço gradual das fissuras levou à realização de uma audiência, solicitada pelo senador Rodrigo Cunha (PSDB), em Brasília, que durou cerca de 15 horas, na quinta-feira (21). Assim como no bairro do Pinheiro, os moradores do Mutange, em Maceió, também vivem momentos de apreensão, já que as casas estão apresentando rachaduras.

O Mutange também sentiu os abalos sísmicos registrados há um ano. Uma das casas, por exemplo, foi abandonada pelo dono há três meses porque o chão da residência cedeu e a parede se descolou do solo. A casa está pendurada. Quem mora na parte baixa do Mutange não consegue dormir tranquilamente com medo de desabamentos.

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