O portal do Sistema Opinião

POP9

Saúde pública

al

HU: falta de medicamentos pode causar regressão de câncer

Pacientes em tratamento denunciam que, desde o final do ano passado, não recebem o Vinorelbina 30mg

Janeiro 11, 2019 às 18:50 - Por: Redação OP9

Pacientes com câncer denunciam falta de medicamento no HU. Foto: Assessoria

Hospital Universitário disse que o atraso no fornecimento do Vinorelbina acontece por causa do processo de compra para aquisição de medicamentos e insumos para instituições públicas Foto: Divulgação

Uma doença temida e de tratamento difícil. Se lidar com o câncer já é um sofrimento quando se tem acesso ao tratamento, imagina como está a situação dos pacientes do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA), em Maceió. Eles dizem não estar recebendo o medicamento necessário para tratar a enfermidade desde o final do ano passado. A unidade não estaria distribuindo o Vinorelbina 30mg, que é uma quimioterapia oral. Especialistas explicam que a falta de medicamento pode causar até mesmo a regressão da doença.

Os pacientes afirmam que não têm condições de comprar o medicamento, que custa R$ 200 a caixa nas farmácias tradicionais. A paciente que denunciou o caso faz o tratamento desde julho de 2018 e precisa tomar quatro comprimidos ao dia. Ela reclama, principalmente, da falta de justificativa da unidade de saúde, que desde dezembro não informa quando o remédio estará disponível.

O Hospital Universitário disse em nota enviada à imprensa que o atraso no fornecimento do Vinorelbina acontece por causa do processo de compra para aquisição de medicamentos e insumos para instituições públicas. Eles alegam ainda que houve aumento da demanda de pacientes oncológicos que fazem tratamento no Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) e que em 15 dias o abastecimento deve estar normalizado.

Confira a nota na íntegra:

O Hospital Universitário Professor Alberto Antunes informa sobre a falta do medicamento Vinorelbina, utilizado no tratamento de pacientes com câncer de mama. A Unidade Farmacêutica Clínica do HU esclarece que o atraso no fornecimento do fármaco se deu pelo processo de pregão, que é o procedimento adotado para aquisição de medicamentos e insumos para instituições públicas. O desabastecimento do medicamento se deu, ainda, pelo aumento da demanda de pacientes oncológicos em tratamento no Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) do HU. 

Em 2017, o Hospital adquiriu 324 cápsulas do fármaco, enquanto em 2018, com o aumento da demanda, foram necessárias 555 cápsulas para atender aos pacientes em tratamento. Em contato com a empresa fornecedora, que é de Brasília, o Hospital foi informado que será abastecido com a medicação no prazo de 15 dias.

Comentários

OP9

Receba nossa newletter

Com que frequência deseja receber o informativo: