O portal do Sistema Opinião

POP9

habeas corpus

al

Ex-coronel Cavalcante consegue a liberdade provisória

Ex-militar foi condenado a 21 anos de prisão em julgamento pela morte do cabo Gonçalves em agosto

setembro 11, 2019 às 15:32 - Por: Redação OP9

Coronel Cavalcante deverá cumprir a pena em regime inicialmente fechado. Foto: Caio Loureiro/TJ-AL

Coronel Cavalcante durante julgamento. Foto: Caio Loureiro/TJ-AL

A defesa do ex-coronel da Polícia Militar Manoel Francisco Cavalcante, condenado a 21 anos pelo assassinato do cabo José Gonçalves da Silva, conseguiu habeas corpus e deve ser solto nesta quarta-feira (11). O ex-militar foi julgado e condenado entre os dias 21 e 23 de agosto deste ano.

Leia também:
Coronel Cavalcante é condenado a 21 anos por morte de cabo
Cabo Gonçalves: irmã diz que PM foi morto porque negou matar prefeito
Ex-coronel e irmão vão a júri popular por morte de cabo da PM
Justiça revoga prisão de ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante
Ex-líder da Gangue Fardada é considerado foragido da Justiça

O pedido do advogado de defesa de Cavalcante, Rossemy Doso, enviado à Câmara Criminal, foi concedido pelos desembargadores João Azevedo Lessa, José Carlos Motta Marques e Celyrio Adamastor. O habeas corpus será encaminhado à 16ª Vara Criminal para a liberação do preso, que ficará em liberdade provisória.

Histórico criminoso

O ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante foi acusado de participação em vários crimes de pistolagem, além dos crimes de porte ilegal de armas, formação de quadrilha, roubos de cargas e outros delitos. Ele foi preso em 1998 pelo assassinato do caseiro Cristóvão Luiz dos Santos, sendo libertado seis anos depois.

Uma série de crimes que aconteceram nas décadas de 1980 e 1990 em Alagoas foi creditada à Gangue Fardada, organização criminosa formada por policiais e ex-militares e Cavalcante era apontado como o líder do grupo.

O assassinato do cabo Gonçalves aconteceu no ano de 1996, em Maceió. “Meu irmão foi morto com mais de 70 tiros, eu não enterrei um homem, enterrei a metade de um”, afirmou Ana Maria Valença, irmã do cabo Gonçalves, em depoimento aos jurados durante o julgamento.

Comentários

OP9

Receba nossa newletter

Com que frequência deseja receber o informativo: