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Carlos Jorge, o transformador de sonhos plugado na realidade

À frente do projeto Manda Ver, visionário alagoano estabelece parcerias para levar esperanças à comunidade do Vergel do Lago e acabar com o estigma de violência existente no bairro

dezembro 31, 2018 às 10:17 - Por:

Arte: Keops Ferraz/OP9

Arte: Keops Ferraz/OP9

Ele tem o sonho de transformar um dos bairros mais pobres e violentos de Maceió em um dos lugares mais inovadores e empreendedores de Alagoas. Filho de pais alcoólatras, Carlos Jorge da Silva superou as suas próprias condições para levar esperanças à comunidade do Vergel do Lago. Foi em 2018, à frente do projeto Manda Ver, que o visionário alagoano esteve frente a frente com o homem mais rico do Brasil, firmou laços com uma das organizações mais importantes do país, capacitou jovens, empregou outros, e dobrou o número de atendimentos às famílias do bairro.

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Para obter os frutos colhidos em 2018, foram três longos anos de percurso pelas vielas, pelos barracos, pela Lagoa Mundaú, pelas escolas do Vergel Lago. Voluntários do projeto Manda Ver chegaram a ser despejados por não terem condições de pagar o quartinho que alugavam. Mas Carlos Jorge não desistiu e levou esperança a uma comunidade esquecida pelo poder público e carente de suas necessidades mais básicas. Mesmo que ainda incipiente, ele levara cultura, educação, noções de empreendedorismo e valorização do espaço pela comunidade. Seu foco é o de acabar com o estigma de violência existente no bairro.

Certamente a sua maior conquista em 2018, senão desde a criação do projeto Manda Ver, foi a parceria com a entidade filantrópica que atua em periferias de todo o Brasil, Gerando Falcões, cujo fundador é Eduardo Lira, eleito pela Forbes como um dos 30 jovens que podem influenciar o Brasil. Foi por causa dessa importante parceria liderada por Carlos Jorge que o projeto Manda Ver angariou apoios com empresas como a Microsoft, Sebrae, Ambev e Fundação Lemann. Estas conquistas possibilitarão o atendimento a 400 pessoas do Vergel do Lago em 2019, com atividades de futebol, coral, balé, jiu jitsu, teatro, pintura e percussão. Além delas, serão levadas à comunidade qualificações, aulas de cidadania e geração de emprego e renda.

O idealizador de 31 anos levou o nome de Vergel do Lago até o homem mais rico do país, Jorge Paulo Lemann. Ele esteve frente à frente com o bilionário após o convite pessoal do próprio Lemann. O encontro ocorreu em dezembro deste ano, em São Paulo. O motivo do convite foi o reconhecimento do economista e empresário de que Carlos Jorge levou impactos sociais positivos para os moradores do Vergel do Lago. Carlos Jorge também foi o responsável para que o projeto Manda Ver recebesse apoio do programa VOA, que ajuda ONGs a integrarem cultura organizacional e gestão.  Em uma auditoria realizada pela KPMG – maior empresa em contabilidade da América Latina – o Manda Ver foi reconhecido em prestação de contas por ter feito um bom gerenciamento dos recursos.

Após serem despejados em 2016, a iniciativa do alagoano resultou na conquista do espaço físico do projeto, inaugurado em 2018. Ainda neste ano, ele fechou o primeiro negócio de impacto social a ser colocado em prática em 2019 no Vergel. Sem se prolongar para detalhar sobre o negócio, Carlos Jorge disse apenas que o programa levará educação financeira e gestão de resíduos. “Por enquanto segura a curiosidade. Vamos levar oportunidade de renda e trabalho ao Vergel do Lago”, finaliza.

Mariane Rodrigues

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