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Após diagnóstico errado e morte, estado é condenado a pagar R$ 300 mil

Homem de 66 anos procurou Hospital Geral em Rio Largo com sintomas de infarto, mas médica informou que ele estava desidratado por conta de virose

junho 12, 2019 às 16:52 - Por: Redação OP9

Diagnóstico errado levou paciente de 66 anos à morte. Foto: Agência Brasil

Diagnóstico errado levou paciente de 66 anos à morte. Foto: Agência Brasil

Um diagnóstico errado levou à morte um paciente cardiopata de 66 anos que procurou o Hospital Geral Professor Ib Gatto Falcão, na cidade de Rio Largo, Região Metropolitana de Maceió, em maio de 2017. Pelo erro, o estado de Alagoas deve pagar aos familiares da vítima R$ 200 mil por danos morais e quase R$ 110 mil a título de pensão.

A decisão é da juíza Marclí Guimarães de Aguiar, da 1ª Vara de Rio Largo, proferida na terça-feira (11).

A história

Os autos mostram que o paciente foi levado para o Hospital geral Professor Ib Gatto Falcão em maio de 2017 queixando-se de cansaço e dores nas pernas. Durante o pré-atendimento, a filha do paciente informou que o pai era cardiopata e já tinha passado por cirurgia cardíaca. Ela pediu para que fosse realizado um atendimento de urgência. A pressão do homem estava medindo 120×80.

A médica que atendeu o paciente leu o prontuário, verificou os batimentos cardíacos e fez algumas perguntas, informando que o homem estaria desidratado por conta de uma possível virose. A profissional prescreveu um soro para reidratação e uma injeção para vômito. Orientou que ele bebesse bastante água e o mandou voltar para casa.

Infartos múltiplos há 3 dias

O paciente voltou a passar mal no dia seguinte após o atendimento no hospital de Rio Largo. Com a fala ofegante e forte dor no peito, o homem foi levado para um pronto-socorro em Maceió. Ao constatarem o infarto, a equipe encaminhou o homem para o Hospital Geral do Estado (HGE).

Na emergência do HGE, o cardiologista que atendeu o paciente informou que ele estava sofrendo infartos múltiplos há três dias. Ele morreu por choque cardiogênico, infarto agudo no miocárdio e insuficiência coronariana. O médico afirmou que se o homem tivesse recebido o atendimento correto no dia anterior, poderia ter sobrevivido.

Em sua decisão, a juíza afirmou que, “tivesse o paciente, que se queixava de cansaço nas pernas e dores no peito, tido por esgotados todos os protocolos para o quadro de infarto, é crível que pudesse ter preservado sua vida”.

A pensão deverá ser paga em parcela única. Para a juíza Marclí Aguiar o pagamento é pertinente, porque o paciente era encarregado da subsistência da família.

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