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Alagoas é o terceiro estado com maior registro de casos de zika

Número de pessoas infectadas com a doença entre janeiro e agosto de 2019 é maior do que todo o ano de 2018

setembro 11, 2019 às 18:32 - Por:

Dengue, zika e chikungunya são transmitidas pelo Aedes Aegypti. Foto: Marcos Santos/USP

Dengue, zika e chikungunya são transmitidas pelo Aedes Aegypti. Foto: Marcos Santos/USP

Alagoas é o terceiro estado do Brasil com o maior aumento do número de casos de zika no último ano. O número de casos registrados de janeiro a agosto de 2019 já é maior do que em todo o ano de 2018:

  • 2018 (ANO TODO) – 137
  • 2018 (JANEIRO A AGOSTO) – 73
  • 2019 (JANEIRO A AGOSTO) – 151

Houve duas mortes no ano de 2018 causadas pela doença em Alagoas. Em 2019 nenhum paciente infectado morreu em decorrência da doença.

Os números são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde. Apenas Amazonas, Pará, Rio, Mato Grosso e Goiás tiveram uma redução de casos. Tocantins é o que apresenta a maior proporção de casos por cada 100 mil habitantes: 32,3. Em seguida, vem o Rio Grande do Norte, com 27 casos por 100 mil e Alagoas, com 18 por 100 mil.

Os casos de dengue e chikungunya também aumentaram no país.

Em Alagoas foram de janeiro a agosto de 2018 foram 74 casos de dengue e 344 no mesmo período de 2019, com duas mortes em 2018 e duas mortes em 2019 causadas pela doença.

Os casos de chikungunya passaram de 34.805 para 76.776 no Brasil. Em Alagoas foram registrados 74 casos da doença de janeiro a agosto de 2018 e 344 no mesmo período de 2019, sem nenhum registro de morte provocada pela doença.

As três doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Dados nacionais

De acordo com Ministério da Saúde, de janeiro até 24 de agosto foram registrados 1,4 milhão de casos de dengue, seis vezes mais do que o registrado no mesmo período do ano passado. Pelo menos 14 estados estão em situação de epidemia.

Os casos de chikungunya subiram no período de janeiro a agosto em 44%, passando de 76.742 e para 110.627. A infecção por zika, por sua vez, passou no período de 6.669 para 9.813.

Somadas, as três doenças provocaram 650 óbitos (591 por dengue, 57 por chikungunya e 2 por zika). É como se 2,7 pessoas morressem por dia em decorrência das infecções, todas evitáveis com prevenção da proliferação do mosquito. Porém, o Brasil ainda é um país onde parte da população não tem acesso a saneamento básico, abastecimento de água e coleta de lixo adequada.

Com aumento de registros, o Ministério da Saúde antecipou em dois meses a campanha de combate ao Aedes aegypti, que será lançada nos próximos dias. O objetivo é mobilizar secretários, prefeitos e a população para medidas de prevenção contra o mosquito transmissor.

Melhor forma de evitar as doenças é acabar com os focos de proliferação do mosquito. Foto: Fábio Rodriguez/ Agência Brasil

Melhor forma de evitar as doenças é acabar com os focos de proliferação do mosquito. Foto: Fábio Rodriguez/ Agência Brasil

O que diz a Sesau?

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) esclarece que a forma mais eficaz de evitar o aumento dos casos de arboviroses (dengue, zika e chikungunya) é investir no combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite as três doenças. Por esta razão, além do cuidado que cada cidadão deve adotar em sua residência, evitando manter expostos recipientes com água limpa e parada, limpando quintais, calhas e caixas d’água e descartando garrafas de plástico ou qualquer recipiente que possa acumular água, a Sesau tem prestado assistência técnica aos 102 municípios.

O intuito é que os agentes de endemias executem as ações de campo de forma eficaz, resultando na queda de casos das doenças, a exemplo do que ocorreu no ano passado, quando foi registrada redução de 27,5% no número de casos de dengue, quando comparados aos registros de 2017.

E para evitar o aumento de casos nos próximos meses, a Sesau tem investido na capacitação sistemática dos agentes de endemias municipais, que são responsáveis pela busca ativa dos focos nas residências e pela disponibilização de larvicidas. A secretaria também tem promovido campanhas educativas para conscientizar a população e prestado orientação durante os projetos Governo Presente e Vida Nova nas Grotas, a exemplo do que irá ocorrer nesta quinta-feira (12), na Vila Goiabeira, em Fernão Velho.

O Ministério da Saúde atribui a alta nos casos no país a uma associação de fatores. Entre eles está o aumento de chuvas neste ano na região Sudeste mas, sobretudo, a alterações no tipo de vírus causador da doença.

A dengue pode ser provocada por quatro subtipos de vírus, que vão de 1 ao 4. Nos últimos anos, a circulação maior ocorria com os subtipos 1 e 3. Avaliações da pasta indicam, porém, que nesta epidemia a circulação do subtipo 2 cresceu, aumentando o número de pessoas suscetíveis à contaminação.

Thayanne Magalhães

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