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Adolescentes dizem que morte em Branquinha foi ação de traficantes

Wanderson Alves dos Santos foi agredido por guardas municipais dias antes de corpo ser encontrado. Vídeo do momento da agressão foi compartilhado na internet

Fevereiro 10, 2019 às 09:38 - Por: Redação OP9

Agressão foi registrada em vídeo. Imagem: Reprodução WhatsApp

Agressão foi registrada em vídeo. Imagem: Reprodução WhatsApp

Dois adolescentes foram apreendidos neste sábado (9) pela polícia de Branquinha, na Zona da Mata de Alagoas. Eles seriam testemunhas do assassinato de Wanderson Alves dos Santos, 18 anos, que foi agredido por guardas municipais da cidade. Dias depois, o corpo de Wanderson foi encontrado em estado de decomposição em um riacho da cidade com uma marca de tiro na cabeça.

Os adolescentes teriam afirmado que Wanderson Alves foi morto por traficantes de Maceió, que comercializam drogas no interior do estado. Eles teriam afirmado, em depoimento, que Wanderson tinha ligação com o tráfico na região e teria ido fazer uma cobrança no dia que foi assassinado.

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O delegado de Branquinha, Sidney Tenório, afirmou que os adolescentes estavam com a arma do crime. Apesar das imagens que mostram os guardas municipais armados e testemunhas que afirmam que Wanderson Alves foi morto pelos agentes, o delegado afirma que o tráfico de drogas já era uma segunda linha de investigação para o caso.
Ainda segundo Sidney Tenório, os traficantes saíram de Maceió e foram até Branquinha para executar Wanderson Alves porque a vítima estaria se envolvendo em muitas confusões. Porém, apesar das evidências, as investigações devem continuar.

Com o depoimento dos adolescentes, os guardas municipais Jaelson Ferreira da Silva e Carlos Roberto da Silva não devem mais responder pelo assassinato. Eles estão presos desde a última quinta-feira (7) em cumprimento de mandado de prisão expedido pela Justiça.

O delegado explica que, agora, os agentes devem responder por agressão, porte ilegal de arma de fogo e fraude processual por terem indicado uma falsa testemunha. A soltura deles depende de decisão judicial.

Veja o vídeo:

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